
Gosto de suster a ideia de você em minha mente, meus sentidos,
Incontáveis segundos,
Como delicada marca d'água,
Sutil por entre o encadeamento das pequenas coisas cotidianas,
Indelével.
Se o futuro é incerto, o presente é regalo doce, cálido,
Como a escuma, que explode na pele tal carícia, das vagas mornas do estio.
Quero você, meu amigo,
Quem sabe já amor recém-nascido,
Quero você comigo, em mim,
No espasmo máximo
E no regaço sôfrego e cansado
Do depois.
Quero enlaçar-me nos seus braços,
Desencadear no tempo-espaço
Um lugar perpétuo e sereno,
Onde seremos sempre plenos,
Onde estaremos sempre protegidos
E prontos para um novo capítulo
De nossa epopeia miúda,
Construída com belos fragmentos esparsos e diminutos,
Ninho de nossa história ainda imprecisa,
Mas desde o início, e até se finda, imortal.
7-6-11

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