
A vida tem andado tranqüila
Como nunca foi,
Estou mais calma, menos doída,
O destino não parece crucial.
Há conforto, comida farta
E tantos berloques para me divertir,
Mas quanto mais me divirto
Menos acho graça,
Diversão banal, insossa.
Prefiro estar sozinha aqui em mim,
Quieta, sem a balbúrdia habitual
Da vida social,
Cujo ritmo próprio tão definido
Atropela meu sentidos e o que sinto.
Ainda há em mim muito da tola euforia
E da necessidade de preencher os dias a qualquer custo,
Mas tenho tido mais do meu silêncio.
Quero voltar meu pensamento para o que me alimenta
Porque o dia a dia, ainda que tranqüilo, não me faz plena,
É apenas uma parcela necessária para me possibilitar o esteio,
O meio de vida,
Enquanto a vida vai além.
Não estou deprimida, não me sinto desperdiçando meus dias,
Mas entendo que há muito mais para buscar
E que o lugar que hoje ocupo é só circunstancial,
Estou em um ponto específico de um caminho que tem muito que desenrolar.
Mesmo no meu tempo vago fazendo pouco
Para o que se espera de alguém em busca do novo,
Meu corpo e minha mente revolvem-se a todo momento,
Tateando as paredes do que ainda não conheço,
Mas busco
Para ser meu verdadeiro alimento.
Eu não sei o que serei, hoje já não almejo
Ser alguém de renome em algum segmento invejável
Somente espero que o incômodo que quase já não sinto,
Mas que me lembra o tempo todo de que preciso
Não de menos ou de mais,
E sim de algo diverso, outro,
Que essa centelha que será eterna em mim
Mesmo depois que eu tiver ido daqui
Escave um outro mundo a que fui ensinada a não dar ouvidos
E eu volte a ser bicho
Sem perder o juízo
Sendo sempre e mais comigo.
1/5/07
Como nunca foi,
Estou mais calma, menos doída,
O destino não parece crucial.
Há conforto, comida farta
E tantos berloques para me divertir,
Mas quanto mais me divirto
Menos acho graça,
Diversão banal, insossa.
Prefiro estar sozinha aqui em mim,
Quieta, sem a balbúrdia habitual
Da vida social,
Cujo ritmo próprio tão definido
Atropela meu sentidos e o que sinto.
Ainda há em mim muito da tola euforia
E da necessidade de preencher os dias a qualquer custo,
Mas tenho tido mais do meu silêncio.
Quero voltar meu pensamento para o que me alimenta
Porque o dia a dia, ainda que tranqüilo, não me faz plena,
É apenas uma parcela necessária para me possibilitar o esteio,
O meio de vida,
Enquanto a vida vai além.
Não estou deprimida, não me sinto desperdiçando meus dias,
Mas entendo que há muito mais para buscar
E que o lugar que hoje ocupo é só circunstancial,
Estou em um ponto específico de um caminho que tem muito que desenrolar.
Mesmo no meu tempo vago fazendo pouco
Para o que se espera de alguém em busca do novo,
Meu corpo e minha mente revolvem-se a todo momento,
Tateando as paredes do que ainda não conheço,
Mas busco
Para ser meu verdadeiro alimento.
Eu não sei o que serei, hoje já não almejo
Ser alguém de renome em algum segmento invejável
Somente espero que o incômodo que quase já não sinto,
Mas que me lembra o tempo todo de que preciso
Não de menos ou de mais,
E sim de algo diverso, outro,
Que essa centelha que será eterna em mim
Mesmo depois que eu tiver ido daqui
Escave um outro mundo a que fui ensinada a não dar ouvidos
E eu volte a ser bicho
Sem perder o juízo
Sendo sempre e mais comigo.
1/5/07

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