
Aqui, encolhidinha. Recém-nascida de pele fina, engruvinhada,
Tateando para saber por onde ir, ainda sem enxergar.
Sem temor, tudo novo,
Tanta coisa para saber do zero, começo fresco como folhas verdes,
Como a corrente de água que segue cristalina mesmo depois de correr pela sarjeta,
Como um universo inteiro contido na vespa furta-cor.
Não há ódio, tristeza ainda,
Mas algo devia sair, devia ser posto fora
E agora há de se esvair finalmente.
Um aprendizado de passos titubeantes até a firmeza das pernas ditar um caminho único,
Porque só há um caminho a seguir.
Mas calma, sempre calma e persistência suave...
A vida é tenaz, é preciso resistir aos impulsos do fácil.
Estar aqui, estar em mim
É imperioso.
A vida mundana despeja estímulos vãos,
Desejos fugazes e insatisfação.
É preciso resistir,
Limpar os ouvidos da alma com a maior delicadeza
Para se saber, sempre, e a rota surge inequívoca.
Cada um nasceu para um algo, não há mistério nisso.
A vida é de uma simplicidade estarrecedora.
É preciso resistir. É certo brilhar
O brilho da força que está
Em seguir sem medo aquilo que se é no mais profundo de si.
9/12/2010

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